6 de janeiro de 2009

2 de janeiro

perverso é o tempo sem verso.
é o vento sem tempo,
é o mar sem o vento.

inverso é de dentro do verso.
este, por sua vez, voa submerso em águas calientes,
carentes de mágoas.

reverso é o verso de novo, o rondó-senhor:
rima soberana,
mãe das quadrinhas e das trovas de dor.

Um comentário:

daNILO vieira disse...

tomei, roubei !
... o pianista marginal passou por aqui .