2 de novembro de 2008

aquela eu

aquela mulher de vestido verde musgo que me tornaria se encontrou comigo e
me aconselhou a ter prudência. disse que essa mania, quase vício, de me conhecer
mais que a qualquer coisa ainda me roubaria de mim. eu, jovenzinha, sabedora do
mundo e dos meus próprios saberes, não lhe dei ouvidos.
então decidi, como quem escolhe entre tomates maduros ou verdes numa feira, que esquecê-la-ia. e o fiz. até agora quando um cheiro de café me lembrou dos olhos daquela eu. à lembrança, então, me veio a aparência jovem e o sorriso feliz.
era ela eu?
não sabemos.

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